Phelipe Andrews Melo Rodrigues nasceu em Pernambuco e aos 12 anos se mudou para a Paraíba. Desde 2014 reside em São Paulo – depois de ter passado uma temporada no Rio de Janeiro e outra na Inglaterra – e sempre que tem uma folga nos treinos e durante as férias, faz questão de voltar a sua terra para ficar mais próximo dos familiares e dos amigos de infância.
Phelipe Rodrigues nasceu com o pé (direito) torto congênito (popularmente, o conhecido ‘pé de curupira’). Depois de algumas cirurgias, começou a fazer aulas de natação como forma de reabilitação… foi ganhando gosto por este esporte e, sem nem perceber, estar na piscina deixou de ser uma obrigação para a sua condição física e se tornou a própria carreira.
Sua primeira competição com outros atletas com deficiência só aconteceu quando já tinha 17 anos. Deste momento até ingressar na seleção brasileira de natação foram poucos meses. Phelipe compete pela classe S10, categoria que reúne atletas com menor comprometimento físico.
Desde 2008 na elite do esporte paralímpico internacional, o nadador soma participações em quatro Jogos Paralímpicos (Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2020), sete Mundiais (Eindhoven 2010, Montreal 2013, Glasglow 2015, Cidade do México 2017, Londres 2019, Madeira 2022 e Manchester 2023) e quatro Parapan-americanos (Guadalajara 2011, Toronto 2015, Lima 2019 e Santiago 2023). Somando essas três competições, são 50 medalhas (20 em Mundiais, 22 em Parapan-Americanos e oito em Paralimpíadas).
No final de 2017, se consagrou campeão mundial nos 50m com a marca de 23s96, no Mundial do México. Durante essa competição, teve mais uma grande conquista ao ser eleito um dos cinco representantes mundiais do Conselho de Atletas do Comitê Paralímpico Internacional (em inglês, International Paralympic Committee) até 2020 (devido à pandemia do coronavírus, Phelipe ficou no conselho até 2021). O grande fato de ter sido o o maior medalhista do Brasil no Parapan de Lima (oito medalhas), o levou à conquista do melhor atleta do ano pelo Prêmio Men of The Year, realizado pela Revista GQ.
Mas, a vida de atleta não se resume apenas a números. Desde 2013, Phelipe é voluntário no Projeto DreamFlight UK, uma iniciativa que leva 192 crianças com deficiência física, problemas de saúde ou em condições de vulnerabilidade social para passar alguns dias na Disney, nos EUA. Esse evento acontece uma vez ao ano, normalmente no mês de outubro. Nas férias, Phelipe gosta de aproveitar lugares com bons ventos para praticar dois dos seus esportes favoritos: kite e windsurfe.
